Carlos Daniel Almeida, de Divinésia, foi selecionado para representar a Zona da Mata no maior Fórum de Congados e Reinados de Minas Gerais. O jovem pesquisador e gestor cultural assume a missão de mapear as Congadas, Reinados e Folias de Reis da Zona da Mata, fortalecendo as políticas públicas para a cultura popular.
O pesquisador, gestor cultural e defensor da cultura popular Carlos Daniel Almeida, natural de Divinésia, foi selecionado para representar a Zona da Mata Mineira no maior processo de mapeamento das Congadas, Reinados e Folias de Reis de Minas Gerais, desenvolvido pelo **Fórum Mineiro de Congados e Reinados.
Entre representantes de diversas regiões do estado, Carlos Daniel foi escolhido para atuar na articulação regional, com a responsabilidade de identificar, cadastrar, ouvir e fortalecer os grupos tradicionais da Zona da Mata, contribuindo para a construção de políticas públicas de preservação e valorização da cultura popular.
A seleção reconhece sua trajetória de mais de 15 anos dedicada à defesa das tradições populares. Presidente da Guarda de Congo e Folia do Divino Espírito Santo de Divinésia, fundador do Festival Cultural Levindo Barros e idealizador da Oficina Congadeira, Carlos Daniel tornou-se uma das principais lideranças jovens na promoção do Congado em Minas Gerais.
Ao longo dos últimos anos, tem promovido encontros, festivais, pesquisas, formações e ações voltadas à valorização das Congadas, Folias de Reis e demais manifestações tradicionais, aproximando comunidades, mestres, capitães, pesquisadores e instituições públicas.
Como representante da Zona da Mata, sua missão será percorrer os municípios da região para mapear guardas de Congo, Moçambique, Catopês, Marujos, Vilões, Folias de Reis e demais expressões da cultura popular, registrando informações que servirão de base para futuras ações de preservação, reconhecimento e fortalecimento dessas tradições. Além do trabalho de campo, Carlos Daniel também participa dos debates estaduais sobre patrimônio cultural, salvaguarda e incentivo às manifestações populares, levando a voz dos congadeiros da Zona da Mata para os principais espaços de construção de políticas culturais em Minas Gerais.
"Recebo essa missão com muita responsabilidade e gratidão. Não represento apenas Divinésia, mas toda a Zona da Mata e milhares de homens e mulheres que mantêm viva a fé, a tradição e a identidade do nosso povo. Mapear nossas guardas é garantir que elas sejam reconhecidas, respeitadas e fortalecidas para as futuras gerações", disse Carlos Daniel.

