Uma família foi rendida durante um assalto violento em uma propriedade rural às margens da MGC-120, entre Ubá e Guidoval. O crime aconteceu durante a madrugada e envolveu pelo menos quatro homens armados e encapuzados.
De acordo com as informações apuradas, os criminosos chegaram inicialmente até um homem que dormia na cabine de um caminhão no quintal da propriedade. Ele teria sido amarrado pelas mãos e pelos pés e teve o celular roubado.
Em seguida, os assaltantes foram até a residência, onde estavam um casal e a filha de 18 anos. O homem, de 47 anos, e a mulher, de 39, teriam sido agredidos com socos e chutes enquanto os criminosos exigiam informações sobre um suposto cofre e perguntavam onde estaria o dinheiro.
A jovem também foi amarrada e ameaçada, mas, segundo o relato das vítimas, não teria sido agredida fisicamente.
Mesmo após as vítimas afirmarem que não havia dinheiro ou cofre na residência, os criminosos reviraram diversos cômodos da casa.
Durante a busca, encontraram um envelope contendo R$ 100 mil em dinheiro.
Além do valor em espécie, foram levados joias de ouro, dois celulares, um relógio inteligente, perfumes, roupas, uma caixa de som e as chaves de dois veículos da família.
Segundo o relato divulgado, antes de deixar o imóvel, os criminosos ainda teriam revirado armários da cozinha e a geladeira, consumindo alimentos que estavam na residência.
Um dos pontos que chamaram a atenção dos investigadores é a possibilidade de os criminosos terem recebido informações sobre a propriedade.
Durante a ação, um dos assaltantes teria chamado outro pelo apelido de “Paraguai”. As vítimas também relataram características físicas de um dos envolvidos, apontado como o mais agressivo e que usaria cavanhaque.
A polícia também levantou a possibilidade de participação de alguém que conhecesse a rotina da família, já que um ex-funcionário havia sido dispensado recentemente.
Durante as diligências, esse ex-funcionário foi localizado e preso porque havia um mandado de prisão em aberto contra ele. Conforme as informações divulgadas, ele estava em situação de rua e negou participação no assalto.
A prisão, porém, não significa que ele tenha sido responsabilizado pelo roubo. A eventual participação dele no crime ainda depende da investigação.
A propriedade possuía câmeras de segurança, mas os criminosos teriam levado o DVR, equipamento responsável pelo armazenamento das gravações.
Com isso, parte das imagens que poderiam ajudar na identificação dos envolvidos não ficou disponível para os investigadores.
A polícia busca agora imagens de câmeras de segurança de imóveis e propriedades vizinhas que possam ter registrado a movimentação dos suspeitos antes ou depois do crime.
A Polícia Civil informou que o inquérito foi instaurado e que diligências estão sendo realizadas para identificar e localizar os demais envolvidos.
Até o momento, conforme as informações divulgadas, nenhum dos outros suspeitos apontados como participantes do assalto foi identificado, localizado ou preso.
As investigações continuam, e novas informações poderão ser divulgadas pelas autoridades conforme o avanço do caso.
Fonte: Rádio Mega Hits / Reportagem Flávio Du Valle

