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sábado, fevereiro 08, 2025

Febre Oropouche: Número de notificações aumenta e Ubá, têm primeiros casos


Uma nova atualização com o número de notificações da febre Oropouche foi divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).

Segundo a pasta estadual, o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-MG), da Fundação Ezequiel Dias (Funed), identificou 336 amostras que testaram positivo para a doença no estado, pelo método RT-PCR, até o dia 29 de janeiro.

Na região, Piau segue liderando a lista, totalizando 108 casos. Tabuleiro apresentou a maior alta, entre os boletins dos dias 14 e 29 de janeiro, com acréscimo de 13 novas notificações.

Já Ubá, com dois registrosRio Novo e Bom Jardim de Minas tiveram os primeiros casos.

O que é a febre?

A febre Oropouche é transmitida principalmente por mosquitos. Após picarem uma pessoa ou animal infectado, eles mantêm o vírus no sangue por alguns dias. Quando picam outra pessoa saudável, podem transmitir o vírus.

De acordo com o Ministério da Saúde, a doença tem dois ciclos de transmissão. São eles:

Ciclo Silvestre:

Neste processo, os animais, como bichos-preguiça e macacos, são os reservatórios do vírus. Alguns tipos de mosquitos, como o Culex diavenezuelensis e o Aedes serratus, também podem ser responsáveis pela transmissão. No entanto, o mosquito Culicoides paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, é considerado o principal transmissor.

Ciclo Urbano:

Aqui, os humanos são os principais hospedeiros do vírus. O maruim também é o vetor principal. Além disso, o mosquito Culex quinquefasciatus (conhecido como pernilongo ou muriçoca), comum em ambientes urbanos, também pode, ocasionalmente, transmitir o vírus.

Quais são os sintomas?

- dor de cabeça;

- dor muscular;

- dor nas articulações;

- náusea;

- diarreia.

*Igual os da dengue e chikungunya.

Doença não tem tratamento

Embora a febre do Oropouche possa causar complicações sérias, como meningite ou encefalite, que afetam o sistema nervoso central, esses casos são raros.

Apesar disso, ela NÃO tem tratamento específico - assim como a dengue.

O Ministério da Saúde recomenda que os pacientes descansem, recebam tratamento para os sintomas e sejam acompanhados por médicos.

Prevenção

- Evitar áreas com muitos mosquitos, se possível;

- Usar roupas que cubram o corpo e aplicar repelente nas áreas expostas da pele;

- Manter a casa limpa, eliminando possíveis locais de reprodução de mosquitos, como água parada e folhas acumuladas.

Transcrito do Portal G1 - Zona da Mata