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quarta-feira, julho 12, 2017

Prefeito de Lamim é preso com maconha ao fugir de abordagem policial


O prefeito de Lamim, na Zona da Mata, foi preso depois ao fugir de uma abordagem policial, próximo ao povoado de Boa Vista. A caminhonete Hilux, de Marco Antônio de Assis, o Marcão (PPS), estava às margens da MG-132, parado ao lado de um Honda Civic. Moradores acharam a situação suspeita e alertaram à polícia do município vizinho, Catas Altas da Noruega.
Os policiais chegaram até a pensar que poderia se tratar dos assaltantes que mataram o colega militar em Santa Margarida, também na zona da Mata, durante assalto ao banco da cidade no último fim de semana. Ao fazerem a abordagem, o prefeito não obedeceu a ordem de sair do carro, chegou a dar ré em cima dos policiais e iniciou a fuga.
Os policiais perseguiram o carro e chegaram a atirar contra o veículo, mas o prefeito conseguiu fugir. Inicialmente, a polícia chegou a afirmar que o prefeito havia atirado contra os militares, mas isso não foi confirmado pela Polícia Civil.
O Honda Civic foi apreendido,  sem ninguém no veículo. Uma mulher se apresentou depois como proprietária do carro e disse que o Honda tinha estragado e que o prefeito, que é seu amigo, teria ido até o local para lhe ajudar.
Após a perseguição, o prefeito foi até o posto policial e se apresentou à Polícia. Ele afirmou que se assustou com a chegada dos policiais e pensou serem bandidos, por isso fugiu. Ele foi preso e levou os policiais até sua fazenda onde a Hilux foi apreendida, além de um revólver 38, munição  R$ 2.800 em dinheiro e uma pequena quantidade de maconha que o prefeito admitiu que era para o seu uso pessoal e que havia usado a droga antes de ser abordado.
O prefeito foi encaminhado para delegacia regional de Conselheiro Lafaiete, onde prestou depoimento e pagou fiança de R$10 mil. Ele vai responder em liberdade pelos crimes de porte ilegal de arma e uso de drogas.
O procurador municipal de Lamim, Pedro Henrique Silva Oliveira, conversou com a reportagem e manteve o posicionamento do prefeito. "Ele se assustou com a polícia, se apresentou voluntariamente e é réu primário, por isso irá responder em liberdade", afirmou. 
Ele disse que todos os bens do prefeito apreendidos são lícitos e que trabalha agora para recuperar o dinheiro, que segundo ele é fruto de seu salário e seria usado para pagar contas. Pedro Henrique Silva Oliveira afirmou que a prisão nada muda a situação do município que continua com o prefeito no cargo, cumprindo seu mandato. 
Transcrito do Jornal O Tempo - 11/07/2017