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terça-feira, fevereiro 07, 2017

Mortes de macacos em Juiz de Fora estão em investigação


Na atualização de dados sobre a febre amarela em Minas Gerais, Juiz de Fora entrou para a lista de casos de epizootias - morte ou doença em macacos - em investigação. Está sendo apurada a causa da morte de dois macacos. Enquanto isso, como medida de prevenção, será feita vacinação de moradores da área rural.
Além disso, mais um caso em humano em Espera Feliz também foi incluído no boletim divulgado nesta segunda-feira (6). É a segunda notificação na cidade. Também na região da Gerência Regional de Saúde (GRS) de Manhumirim, Orizânia têm um caso em investigação.

Dos 862 casos notificados em 67 municípios até o momento, 138 casos em 36 cidades evoluíram para óbito, dos quais 59 foram confirmados para febre amarela. Na maioria dos  casos suspeitos, os sintomas começaram entre 8 e 14 de janeiro de 2017.

Morte de macacos
Juiz de Fora foi citada pela primeira vez no boletim do Estado nesta segunda-feira (6). De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde, Rodrigo Almeida, foram duas mortes na zona rural.

"Recebemos a denúncia das mortes de um bugio e de um sagui na última quarta (1º). Seguimos o protocolo, houve a coleta dos materiais necessários para os exames e enviados para a Secretaria de Saúde em Belo Horizonte dentro do prazo", afirmou.
Outras medidas preventivas foram adotadas. "Fizemos o bloqueio sanitário com aplicação do veneno na área rural onde os animais foram encontrados. Também vamos realizar a atualização do cartão vacinal dos moradores das 14 comunidades rurais e dos distritos. Vamos fazer a busca ativa de quem ainda não foi imunizado. Não é necessário correr aos postos. O atendimento está escalonado para atendimento de todos os locais", explicou.

O subsecretário afirmou ainda que a Secretaria de Saúde está atuando junto aos setores de meio ambiente, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Polícia de Meio Ambiente e Instituto Estadual de Florestas (IEF) no monitoramento das áreas de mata em Juiz de Fora e circunvizinhas. "Queremos reforçar aos moradores que não é para matar os macacos, não são eles que transmitem as doenças", ressaltou.

Rodrigo Almeida lembrou ainda que não há registro de caso suspeito nem em investigação em Juiz de Fora e nas cidades do entorno. "Estamos em uma situação epidemiológica segura. E quero reforçar que as pessoas não precisam correr aos postos. A Organização Mundial de Saúde determina que, com uma dose, a pessoa está imunizada. O Ministério da Saúde publicou uma normativa pedindo as duas doses. Por isso, a prioridade é para quem vai viajar para área endêmica ou que nunca tomou uma dose da vacina", comentou.
A procura nos postos de saúde aumentou nas últimas semanas. De acordo com o subsecretário, as unidades recebiam uma média de 60 doses. Agora o envio é de 100 doses em média, que estão acabando rapidamente.
"A cidade recebia em torno de 5 mil a 6 mil doses mensais e, na última sexta (3), recebemos 20 mil doses para atender a demanda. Não é caso de desabastecimento, mas de demanda excessiva. As pessoas que não se enquadram nos casos prioritários podem deixar para ir aos postos depois, porque a vacina faz parte do calendário e tem validade de dez anos", disse.
Transcrito do Portal G1 - Zona da Mata