A ocupação do edifício Arthur Bernardes,
no campus da Universidade Federal de Viçosa (UFV), por estudantes contrários à
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, chegou ao segundo dia nesta quarta-feira (19). Eles protestam também contra cortes de vagas nas
universidades federais e cobram transparência em decisões que envolvem a
administração do Restaurante Universitário (RU) da instituição.
De acordo com a UFV, os serviços
prestados pelos setores localizados no interior do prédio, como a pró-Reitoria,
administração dos Centros de Ciências e o Registro Escolar, foram
temporariamente suspensos. A assessoria informou que na sexta-feira (21) está
prevista uma reunião do Conselho Universitário para discutir a demandas postas
nas reivindicações do grupo de estudantes que realizou a ocupação.
Na noite de terça-feira (18), os
organizadores publicaram em uma página que mantém para atualizações, que o
primeiro dia de ocupação foi de “avanços, reflexão e fortalecimento”. Agradeceram
aos alunos que estão acampados no local e às pessoas que enviaram doações
diversas e afirmaram que o número de participantes dobrou nas primeiras 24
horas, embora não tenham confirmado quantos estudantes participam do ato.
Os alunos também relataram insatisfação
com a ausência da reitora da UFV, Nilda de Fátima Ferreira Soares, que não
teria feito uma visita institucional até a noite de terça. A reitora informou,
por e-mail, que sempre esteve aberta para conversar com os estudantes e
representações. Disse que assim que retornou de viagem, na tarde de quarta, ela
comunicou aos estudantes que há disponibilidade na agenda para atendê-los e
aguarda o grupo marcar um horário para conversar com ela.
Associações apoiaram ocupação
O grupo recebeu apoio de sindicatos e setores da comunidade acadêmica. A Associação dos Servidores Administrativos da UFV (Asav), Associação de Profissionais de Nível Superior da UFV (Atens), Sindicato dos Servidores da UFV (Sinsuv) e a Seção Sindical dos Docentes da UFV (Aspuv) se reuniram e divulgaram uma carta de apoio à ocupação da universidade pelos estudantes.
O grupo recebeu apoio de sindicatos e setores da comunidade acadêmica. A Associação dos Servidores Administrativos da UFV (Asav), Associação de Profissionais de Nível Superior da UFV (Atens), Sindicato dos Servidores da UFV (Sinsuv) e a Seção Sindical dos Docentes da UFV (Aspuv) se reuniram e divulgaram uma carta de apoio à ocupação da universidade pelos estudantes.
No documento, assinado por representantes
dos grupos e endereçado à reitora da UFV, eles se colocam à disposição para
servir de intermediadores entre Reitoria e estudantes “para que a normalidade
de funcionamento da instituição se faça o mais rapidamente possível” e destacam
que “a luta dos estudantes se faz em defesa dos serviços públicos, da
universidade pública, gratuita e de qualidade, dos recursos orçamentários para a
área de educação e da assistência estudantil”, conforme o texto.
Por fim, eles pedem que a reitora garanta
a integridade física dos estudantes envolvidos na ocupação, que não permita
atos de violência nem qualquer ação policial dentro do campus e que negocie,
por meio de diálogo, todas as pautas estabelecidas pelos alunos, às quais
consideram justas.
Estudantes são contrários à PEC 241
Os alunos chegaram à instituição na noite de segunda-feira (17) e, logo pela manhã seguinte, divulgaram uma carta explicando os motivos da ocupação, relacionam o contexto político atual com o ataque aos direitos durante a ditadura militar. No texto, eles afirmam que “estão sucateando a educação, a saúde e todos os outros serviços públicos do país, cortando os direitos das pessoas mais pobres e mantendo os privilégios daqueles que mais têm dinheiro em nosso país através da privatização dos serviços públicos”, conforme trecho da carta.
Os alunos chegaram à instituição na noite de segunda-feira (17) e, logo pela manhã seguinte, divulgaram uma carta explicando os motivos da ocupação, relacionam o contexto político atual com o ataque aos direitos durante a ditadura militar. No texto, eles afirmam que “estão sucateando a educação, a saúde e todos os outros serviços públicos do país, cortando os direitos das pessoas mais pobres e mantendo os privilégios daqueles que mais têm dinheiro em nosso país através da privatização dos serviços públicos”, conforme trecho da carta.
Eles classificam a PEC 241 como um
retrocesso e chamam atenção para um possível corte de vagas da graduação em
universidades federais de todo o país. “Isso significa que não haverá aumento
real na verba destinada às despesas primárias do Estado, e isso inclui todos os
setores de despesa, exceto o serviço da dívida pública – que hoje ronda 45% do
Produto Interno Bruto (PIB) – e a previdência”, ainda de acordo com o texto.
O grupo também pede que a Reitoria da UFV
e o Conselho Universitário (Consu) se posicionem contra a PEC 241 e alerte à
comunidade universitária sobre os efeitos a curto, médio e longo prazo da
aprovação da medida, além de exigir transparência e participação da comunidade
universitária nos debates e decisões sobre administração e possíveis aumentos
no preço das refeições para os estudantes.
Transcrito do Portal G1 – Zona da Mata

