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quinta-feira, janeiro 08, 2015

Braspirense vive momentos de tensão em Paris após atentado terrorista

Jornalistas estão em frente ao hospital onde estão internadas as vítimas do atentado.
Os jornalistas mineiros Lúcia Schmidt e Joarle Magalhães Soares, ele, natural de Brás Pires e está passando férias na Europa, chegaram a Paris em meio ao contexto provocado pelo ataque à revista de humor "Charlie Hebdo". Três homens armados entraram na sede de revista e mataram 12 pessoas nesta quarta-feira (7). Eles contaram ao G1 como foi a chegada à capital francesa e os momentos de tensão vividos. Joarle disse que presenciou uma ação do Exército francês à procura de suspeitos na estação de trens na manhã desta quinta-feira (8).
Joarle chegou de trem por volta das 11h40 na estação Gare du Nord, vindo de Amsterdã. Ao desembarcar e se dirigir ao guichê de informações, a tensão. "Todas as pessoas que estavam na estação foram surpreendidas pelo Exército francês e pela polícia de Paris. Eles mandaram evacuar a área pois suspeitavam que algum dos envolvidos nos ataques terroristas pudesse estar tentando embarcar nos trens".
Segundo ele, todas as partidas foram canceladas e um grande tumulto foi formado. "Centenas de pessoas aguardavam para embarcar. O clima ficou muito tenso, algumas pessoas começaram a reclamar, pois precisavam viajar, mas a polícia foi implacável ao determinar que todos deixassem a estação. Alguns ainda não sabiam o que ocorria, como uma chinesa que me perguntou porque estavam fazendo aquilo", destacou.
Joarle descreveu que os parisienses estavam perplexos e amedrontados com o ataque. "Estão todos em choque. Há vários locais na cidade fechados pela polícia, que está controlando tudo. No rádio, só se fala nisso", relatou. Ao pegar um táxi para ir para o hotel, ele ficou cerca de 15 minutos parados no trânsito devido ao cerco feito pela polícia.

Policiamento no aeroporto
A também professora juiz-forana Lúcia Schmidt disse que, já na chegada ao aeroporto nesta quarta-feira (7), o grande número de policiais causou estranheza. “Havia inúmeros militares fortemente armados. Logo que desci do voo já era aparente que algo havia acontecido. Em seguida recebi uma mensagem de uma sobrinha que me informou sobre o atentado”, revelou.
Quanto à segurança, Schmidt revelou que a cidade, principalmente em locais de maior movimento, está toda policiada. “Cidade turística, Paris é sempre movimentada e cheia de turistas em qualquer época do ano. Depois do atentado, a cidade ficou mais vazia. As revistas estão sendo mais demoradas e os pontos turísticos estão bastante monitorados, com muitos policiais”, contou.
Ainda de acordo com ela, veículos de comunicação do país manifestam a todo o momento solidariedade ao ocorrido. Como jornalista, o fato a deixou ainda mais assustada. “O que mais assusta é o tempo que alimentaram o ódio. A princípio estou espantada. O excesso de policiamento e de sirenes é assustador. Acompanhando pela TV, o caso me deixa ainda mais triste”, concluiu.

Transcrito do Portal G1