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Jornalistas estão em frente ao hospital onde estão internadas as vítimas do atentado.
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Os jornalistas mineiros Lúcia Schmidt e Joarle
Magalhães Soares, ele, natural de Brás Pires e está passando férias na Europa,
chegaram a Paris em meio ao contexto provocado pelo ataque à revista de humor
"Charlie Hebdo". Três homens armados entraram na sede de revista e
mataram 12 pessoas nesta quarta-feira (7). Eles contaram ao G1 como foi a
chegada à capital francesa e os momentos de tensão vividos. Joarle disse que
presenciou uma ação do Exército francês à procura de suspeitos na estação de
trens na manhã desta quinta-feira (8).
Joarle chegou de trem por volta das 11h40 na estação
Gare du Nord, vindo de Amsterdã. Ao desembarcar e se dirigir ao guichê de
informações, a tensão. "Todas as pessoas que estavam na estação foram
surpreendidas pelo Exército francês e pela polícia de Paris. Eles mandaram
evacuar a área pois suspeitavam que algum dos envolvidos nos ataques
terroristas pudesse estar tentando embarcar nos trens".
Segundo ele, todas as partidas foram canceladas e um
grande tumulto foi formado. "Centenas de pessoas aguardavam para embarcar.
O clima ficou muito tenso, algumas pessoas começaram a reclamar, pois
precisavam viajar, mas a polícia foi implacável ao determinar que todos
deixassem a estação. Alguns ainda não sabiam o que ocorria, como uma chinesa
que me perguntou porque estavam fazendo aquilo", destacou.
Joarle descreveu que os parisienses estavam
perplexos e amedrontados com o ataque. "Estão todos em choque. Há vários
locais na cidade fechados pela polícia, que está controlando tudo. No rádio, só
se fala nisso", relatou. Ao pegar um táxi para ir para o hotel, ele ficou
cerca de 15 minutos parados no trânsito devido ao cerco feito pela polícia.
Policiamento no aeroporto
Policiamento no aeroporto
A também professora juiz-forana Lúcia Schmidt disse
que, já na chegada ao aeroporto nesta quarta-feira (7), o grande número de
policiais causou estranheza. “Havia inúmeros militares fortemente armados. Logo
que desci do voo já era aparente que algo havia acontecido. Em seguida recebi
uma mensagem de uma sobrinha que me informou sobre o atentado”, revelou.
Quanto à segurança, Schmidt revelou que a cidade,
principalmente em locais de maior movimento, está toda policiada. “Cidade
turística, Paris é sempre movimentada e cheia de turistas em qualquer época do
ano. Depois do atentado, a cidade ficou mais vazia. As revistas estão sendo
mais demoradas e os pontos turísticos estão bastante monitorados, com muitos
policiais”, contou.
Ainda de acordo com ela, veículos de comunicação do
país manifestam a todo o momento solidariedade ao ocorrido. Como jornalista, o
fato a deixou ainda mais assustada. “O que mais assusta é o tempo que
alimentaram o ódio. A princípio estou espantada. O excesso de policiamento e de
sirenes é assustador. Acompanhando pela TV, o caso me deixa ainda mais triste”,
concluiu.
Transcrito
do Portal G1

