Um corpo com as mesmas características de Gabriel
Oliveira Maciel, de 17 anos, foi encontrado na tarde desta segunda-feira (17)
pela Polícia Civil de Viçosa. O adolescente desapareceu após uma festa de
recepção aos calouros da Universidade Federal de Viçosa (UFV), promovida por
uma república da cidade.
De acordo com o delegado responsável pelo caso,
Bruno Mazini, o corpo estava nu e em uma vala dentro do campus da universidade.
No entanto, de acordo com a assessoria de imprensa da UFV, ele foi encontrado
em uma área experimental da instituição, próxima à BR-120, a cerca de cinco
quilômetros do campus.
O delegado não afirmou que se tratava mesmo de
Gabriel, mas disse que amigos do garoto já reconheceram o corpo. "Não dá
para ter certeza. As características são as mesmas, ao que tudo indica é ele
(Gabriel), mas temos que aguardar a perícia para fazer o reconhecimento",
ressaltou.
A UFV informou que a responsabilidade da recepção é
dos organizadores do evento. Em nota assinada por Lucas Marilton, a organização
explicou que soube do desaparecimento pelas redes sociais e que está
colaborando com as investigações. Marilton também informou que a festa foi
monitorada pela PM da cidade e que o adolescente usou documento falso para
entrar na festa.
O adolescente estava desaparecido desde uma
calourada realizada em um sítio de Viçosa, na última sexta-feira (6). A festa
de recepção era promovida pela República Qkické. De acordo com familiares, ele
saiu de casa, em Ponte Nova, para encontrar uma suposta namorada para ir ao
evento.
De acordo com o Boletim de Ocorrência, o Conselho
Tutelar foi à casa da namorada após o registro do caso. Ela disse à equipe que
esteve com o adolescente na festa e que ele teria feito uso de drogas e bebida
alcoólica sem moderação. Ela contou que foi embora e o deixou na festa após
discutirem.
De acordo com relato da mãe dele ao MGTV, Sayonara
Oliveira Maciel, ela havia o proibido de ir à festa. Segundo ela, Gabriel saiu
de casa dizendo que não iria ao evento, mas apenas encontrar a suposta
namorada. "Então eu fui dormir tranquila. Ele me disse que voltaria no
primeiro horário de ônibus porque tinha cursinho às 10h. Às 7h eu comecei a
ligar para ele, o telefone chamava e não atendia. Depois houve um retorno do
celular dele para mim. Eu só ouvi um gemido. Eu liguei várias vezes depois até
o celular dele descarregar", contou.
Transcrito
do Portal G1 - Zona da Mata

